sábado, 24 de dezembro de 2011

Meu desejo

Neste dia em que muitas pessoas estão preocupadas com festas e presentes, deixo para vocês um texto do Cristovam Buarque que reflete o meu desejo para este natal e para o ano inteiro: 

A bicicleta e o lápis 
 
Há muitos anos, escrevi carta a Papai Noel pedindo uma bicicleta. E ganhei. Miro, que morava num casebre ao lado da minha casa, no Bairro dos Aflitos, não recebeu. Escrevi outra carta ao Papai Noel, pedindo uma bicicleta para ele. Ele não recebeu. Hoje, não pediria bicicleta, pediria uma boa escola.

Este é o pedido que faria neste Natal para o Brasil: que no dia 25 de dezembro, nossa população acordasse educada, com um imenso conhecimento-coletivo (a soma do conhecimento de todos os brasileiros) de geografia, matemática, filosofia, história; sabendo usar computadores, lendo e escrevendo bom português, falando idiomas estrangeiros, conversando sobre literatura, conhecendo arte, tendo dezenas de milhares de doutores e cientistas.

Com a soma desse conhecimento, a população educada faria uma economia potente e moderna, a riqueza seria mais bem distribuída entre as pessoas e regiões, as cidades seriam pacíficas; o meio ambiente, equilibrado.

Mas o conhecimento não chega de repente, precisa de anos, décadas para se formar, por isso, desejo 200 mil escolas bonitas, com espaço suficiente para todos os alunos; todas com os equipamentos necessários, laboratórios, computadores, televisões, DVDs, antenas parabólicas, quadras esportivas, bibliotecas, teatros e cinemas; desejo que nenhuma criança saia da escola antes de completar o ensino médio; e que sejam alfabetizados os 15 milhões de adultos que ainda não sabem ler.

O Brasil seria um celeiro de cientistas, escritores, filósofos, intelectuais, doutores, engenheiros, professores, como somos o celeiro dos melhores futebolistas do mundo.

Sobretudo, se tivesse a quem pedir, escreveria solicitando que o Brasil recebesse, de presente, dois milhões de professores, todos eles muito bem preparados, com muitos anos de estudos, dedicação, vontade de trabalhar, amor à profissão e aos alunos, bem preparados, dedicados e muito, muito bem remunerados, queridos e respeitados pela população.

Pode parecer que a idade me deixou ambicioso: em vez de uma bicicleta para o vizinho, peço um presente complicado para o Brasil. Mas Papai Noel vem da Finlândia. Naquele país - eu tive a chance de ver - foi possível fazer a revolução educacional, garantir a qualidade de suas escolas, tratar bem os professores, aprimorar o cuidado com as crianças. Descobri que, na terra do Papai Noel, a educação construiu um país rico em cultura, ciência, tecnologia e economia. Por isso, sinto-me no direito de desejar o mesmo para meu País.

Mas sei que não é possível receber conhecimento coletivo - nem escolas com seus equipamentos e professores - do exterior. A revolução educacional só pode ser feita pelo próprio povo e por seus líderes. Por isso, neste Natal, gostaria de pedir uma nova geração de líderes, como o melhor presente para o Brasil. Líderes que tenham o compromisso de transformar o País, educando nosso povo. Mas isso tampouco vai nos chegar sob a forma de presente. Não há presentes na política e na condução dos países. A cada povo cabe encontrar seu próprio caminho, definir que futuro deseja, decidir como usar seus recursos.

Mas os líderes são eleitos pelo povo. Portanto, desejo que cada brasileiro seja o Papai Noel do Brasil, elegendo os líderes de que precisamos para fazer a revolução educacional que mudará o País. Sobretudo, desejo que, graças ao voto, o Brasil se transforme e não seja mais preciso uma criança pedir bicicleta a Papai Noel para o vizinho pobre.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Até quando?

Não adianta olhar pro céu, com muita fé e pouca luta.
Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer e muita greve, você pode, você deve, pode crer.
 
Não adianta olhar pro chão, virar a cara pra não ver.
Se liga aí que te botaram numa cruz e só porque Jesus sofreu não quer dizer que você tenha que sofrer.
 
Até quando você vai ficar usando rédea?
Rindo da própria tragédia?
Até quando você vai ficar usando rédea? (Pobre, rico, ou classe média).
 
Até quando você vai levar cascudo mudo?
Muda, muda essa postura
Até quando você vai ficando mudo?
Muda que o medo é um modo de fazer censura.

Até quando você vai levando?
(Porrada! Porrada!)
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando?
(Porrada! Porrada!)
Até quando vai ser saco de pancada?

Você tenta ser feliz, não vê que é deprimente, seu filho sem escola, seu velho tá sem dente.
Cê tenta ser contente e não vê que é revoltante, você tá sem emprego e a sua filha tá gestante.
Você se faz de surdo, não vê que é absurdo, você que é inocente foi preso em flagrante!
É tudo flagrante! É tudo flagrante!
Até quando você vai levando?
(Porrada! Porrada!)
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando?
(Porrada! Porrada!)
Até quando vai ser saco de pancada?

A polícia matou o estudante, falou que era bandido, chamou de traficante.
A justiça prendeu o pé-rapado, soltou o deputado... e absolveu os PMs de vigário!

Até quando você vai levando?
(Porrada! Porrada!)
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando?
(Porrada! Porrada!)
Até quando vai ser saco de pancada?

A polícia só existe pra manter você na lei, lei do silêncio, lei do mais fraco: ou aceita ser um saco de pancada ou vai pro saco.
 
A programação existe pra manter você na frente, na frente da TV, que é pra te entreter, que é pra você não ver que o programado é você.
 
Acordo, não tenho trabalho, procuro trabalho, quero trabalhar.
O cara me pede o diploma, não tenho diploma, não pude estudar.
E querem que eu seja educado, que eu ande arrumado, que eu saiba falar.
Aquilo que o mundo me pede não é o que o mundo me dá.
 
Consigo um emprego, começa o emprego, me mato de tanto ralar.
Acordo bem cedo, não tenho sossego nem tempo pra raciocinar.
Não peço arrego, mas onde que eu chego se eu fico no mesmo lugar?
Brinquedo que o filho me pede, não tenho dinheiro pra dar.
 
Escola, esmola!
Favela, cadeia!
Sem terra, enterra!
Sem renda, se renda!
Não! Não!!

Até quando você vai levando?
(Porrada! Porrada!)
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando?
(Porrada! Porrada!)
Até quando vai ser saco de pancada?

Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente.
A gente muda o mundo na mudança da mente.
E quando a mente muda a gente anda pra frente.
E quando a gente manda ninguém manda na gente.
 
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura.
Na mudança de postura a gente fica mais seguro, na mudança do presente a gente molda o futuro!
 
Até quando você vai ficar levando porrada, até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai ficar de saco de pancada?
Até quando você vai levando?

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Questões sobre as relações de trabalho discutidas em sala


Grupo 1 – O trabalho como práxis
1 - O que é Práxis?
2 – No dia-a-dia, a concepção de trabalho está ligada a uma visão negativa ou positiva? É possível estabelecer uma relação entre trabalho e liberdade?

Grupo 2 - Trabalho e alienação
3 – O que é alienação?
4 – O que é trabalho alienado?
5 – Cite algumas situações em que o trabalho humano se torna alienado.
6 – quais as consequências do trabalho alienado para o trabalhador?

3 – A sociedade industrial
7 – quais as consequências da separação entre trabalho intelectual e trabalho manual para o trabalhador?
8 – Porque o capitalismo acentua a separação entre concepção e execução do trabalho?
9 – O que é o Taylorismo?
10 – Porque a burocracia é uma técnica social de dominação?

4 – A sociedade pós-moderna: a revolução da informática.
11 – Cite algumas mudanças proporcionadas pelo desenvolvimento das tecnologias da informação e da comunicação:

5 – Professores como mão-de-obra alienada
13 – Qual a diferença entre o trabalho dos professores e o trabalho de outros intelectuais?
14 – Quais os riscos que se corre quando o professor não reflete filosoficamente sobre a sua prática?

6 – Trabalho e escola
15 – Quais os desafios da escola diante da questão do trabalho?
16 – Porque devemos considerar os professores como intelectuais?

Obs.: você não é obrigado a responder essas questões aqui no blog. Caso você tenha alguma dúvida acerca de alguma questão, você pode pedir ajuda aos colegas e iniciar uma discussão aqui no blog.

Questões do texto de Luckesi discutidas em sala

1) O que é filosofia?

2) Segundo o autor, nós não agimos por agir. Na verdade nós agimos para atingir determinadas finalidades. Quais são os tipos de finalidades apontadas pelo autor? 

3) O que acontece quando não escolhemos nossa filosofia? 

4) A Filosofia é apenas uma interpretação do que já foi vivido? 

     5) A quem serve o pensamento filosófico?

     6) Identifique e explicite os 3 passos do processo de filosofar.

     7) Qual a relação entre filosofia e educação?

8) Qual a relação entre pedagogia e educação?

Obs.: você não é obrigado a responder essas questões aqui no blog. Caso tenha alguma dúvida acerca de alguma questão, você pode pedir ajuda aos colegas e iniciar uma discussão aqui no blog.

domingo, 13 de novembro de 2011

Atividade 5: as relações de trabalho

Comente a frase:

"Como um professor que mal prepara aulas, que não lê um livro por ano, que vive insatisfeito com seu trabalho e seu salário pode fazer desabrochar na criança o amor pela leitura, a paixão do saber, a ética do trabalho e o interesse pela política?

(Bárbara Freitag)

Atividade 4: Filosofia e educação

Fale sobre a importância da Filosofia para a prática educativa.

domingo, 30 de outubro de 2011

Reinício das nossas atividades

Olá turma.

Esta semana estaremos retomando nossas atividades após uma longa interrupção.

Peço a todos que façam uma nova leitura do texto de Luckesi e discutam com os colegas de cada grupo para que possamos retomar as atividades normalmente.

Um abraço a todos e bom retorno às aulas.

domingo, 14 de agosto de 2011

Atividade 3: Relações entre o texto "O mito da caverna", o filme "Matrix" e a realidade em que vivemos

Olá Turma.
Segue abaixo uma síntese do texto "o mito da caverna".
Vocês devem estabelecer relações entre esse texto e o filme "MATRIX", identificando elementos comuns entre o texto e o filme. Em seguida, vocês devem estabelecer relações entre as dicussões feitas no texto e no filme com o mundo real, ou seja, o mundo em que vivemos.
 
O Mito da Caverna
Platão

Imaginemos uma caverna subterrânea onde, desde a infância, geração após geração, seres humanos estão aprisionados. Suas pernas e seus pescoços estão algemados de tal modo que são forçados a permanecer sempre no mesmo lugar e a olhar apenas para a frente, não podendo girar a cabeça nem para trás nem para os lados. A entrada da caverna permite que alguma luz exterior ali penetre, de modo que se possa, na semi-obscuridade, enxergar o que se passa no interior.
 
A luz que ali entra provém de uma imensa e alta fogueira externa. Entre ela e os prisioneiros - no exterior, portanto - há um caminho ascendente ao longo do qual foi erguida uma mureta, como se fosse a parte fronteira de um palco de marionetes. Ao longo dessa mureta-palco, homens transportam estatuetas de todo tipo, com figuras de seres humanos, animais e todas as coisas.

Por causa da luz da fogueira e da posição ocupada por ela, os prisioneiros enxergam na parede do fundo da caverna as sombras das estatuetas transportadas, mas sem poderem ver as próprias estatuetas, nem os homens que as transportam.

Como jamais viram outra coisa, os prisioneiros imaginam que as sombras vistas são as próprias coisas. Ou seja, não podem saber que são sombras, nem podem saber que são imagens (estatuetas de coisas), nem que há outros seres humanos reais fora da caverna. Também não podem saber que enxergam porque há a fogueira e a luz no exterior e imaginam que toda a luminosidade possível é a que reina na caverna.

Que aconteceria, indaga Platão, se alguém libertasse os prisioneiros? Que faria um prisioneiro libertado? Em primeiro lugar, olharia toda a caverna, veria os outros seres humanos, a mureta, as estatuetas e a fogueira. Embora dolorido pelos anos de imobilidade, começaria a caminhar, dirigindo-se à entrada da caverna e, deparando com o caminho ascendente, nele adentraria.

Num primeiro momento, ficaria completamente cego, pois a fogueira na verdade é a luz do sol, e ele ficaria inteiramente ofuscado por ela. Depois, acostumando-se com a claridade, veria os homens que transportam as estatuetas e, prosseguindo no caminho, enxergaria as próprias coisas, descobrindo que, durante toda sua vida, não vira senão sombras de imagens (as sombras das estatuetas projetadas no fundo da caverna) e que somente agora está contemplando a própria realidade.
 
Libertado e conhecedor do mundo, o priosioneiro regressaria à caverna, ficaria desnorteado pela escuridão, contaria aos outros o que viu e tentaria libertá-los.

Que lhe aconteceria nesse retorno? Os demais prisioneiros zombariam dele, não acreditariam em suas palavras e, se não conseguissem silenciá-lo com suas caçoadas, tentariam fazê-lo espancando-o e, se mesmo assim, ele teimasse em afirmar o que viu e os convidasse a sair da caverna, certamente acabariam por matá-lo.
 
Extraído do livro "Convite à Filosofia" de Marilena Chaui.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Segunda atividade: Fale um pouco sobre você

Nesta atividade, você deve fazer uma se apresentar para os colegas da sala.
Traçe um perfil da sua pessoa e fale sobre sua experiência escolar e profissional, suas motivações para a escolha pela profissão docente e pelo curso de Matemática, suas dificuldades e os aspectos positivos e negativos apresentados ao longo desse período em que está frequentando o curso.

Essa é uma ótima oportunidade para conhecer melhor os colegas de turma e para que eles te conheçam melhor. Por isso, escreva à vontade.

Primeira atividade: cadastramento como seguidor do blog

Caro aluno.

Para poder participar das atividades do blog você deverá se cadastrar como seguidor do blog. Para isso, é interessante que você possua uma conta no g-mail (por exemplo, uma conta no Orkut ou um e-mail do g-mail).

Se você não tem a conta do g-mail, faça uma e volte para fazer o cadastramento como seguidor.

Se você já tem conta no g-mail, basta clicar no ícone seguir.

Em seguida você escolhe se quer se cadastrar com uma conta do Google, do Twitter ou do Yahoo.

Após isso é só digitar o seu login e sua senha e pronto. Já está cadastrado como seguidor.

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